terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

presente de Natal ( Alentejano)

- Estouuuu... é da GNR?
- É sim, em que posso ajudá-lo?
- Queria fazer quexa do mê vizinho Maneli.

Ele esconde droga dentro dos troncos da madeira pra larera.
- Tomámos nota. Muito obrigado por nos ter avisado.

No dia seguinte os guardas da GNR
estavam em casa do Manel.
Procuraram o sítio onde ele guardava a lenha,

e usando machados abriram ao meio todos os
toros que lá havia, mas não encontraram droga nenhuma.
Praguejaram e foram-se embora.
Logo de seguida toca o telefone em casa do Manel.

-Oh Maneli, já aí foram os tipos da GNR?
- Já.
- E racharam-te a lenha toda?
- Sim!
- Então feliz Natal, amigo! Esse foi o mê presente deste ano!

sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

amancio escreveu

Recordo-me que, nos meus tempos de menino e moço se considerava que domingo sem missa, era como ir a Roma e não ver o Papa. Não que não existissem, já então, uns “gandulotes” que se deixavam ficar pelo adro da igreja, mas isso é outra história. Tinham um trabalho danado para camuflar a “gazeta às missas”, pois em casa tinham que dizer alguma coisa àcerca da homilia e de como eram os paramentos do padre. E, ai daqueles que não soubessem!... Os pais não iam em cantigas do tipo “chora, antes que elas te mordam a sério”, e muitos deles não hesitavam em puxar pelo cinto que, muitas vezes, era grosso cinturão. E se o “crianço” recalcitrava amiudadas vezes, então era a fivela do dito cujo que entrava em acção.
Dir-me-ão os mais “puristas” que era um abuso paternal, e não deixarei de lhes conceder. Mas é preciso não esquecer que, na época de 1940/1950, de que estamos a falar, a revolução industrial era, ainda, incipiente e dava em Portugal os primeiros passos. Os empregos eram, assim, escassíssimos. Se não houvesse uma boa “cunha” do prior da freguesia, não havia forma de se conseguir “entrar” para a fábrica. Só dava “trolha”, pedreiro ou “jornaleiro”, tudo trabalhos saudáveis porque “ao ar livre”, mas duros e sujos, além de se exercerem em “part-time” ao sabor dos elementos da natureza, e muitíssimo mais mal pagos que o emprego fabril, este abrigadinho das chuvas, ventos e neves, com direito a segurança social, férias e tudo. Ora, estão os meus amigos a ver, que cachopo ou cachopa que não fosse à missa e ao terço, ou não frequentasse a dominical catequese, não podia arrogar-se tais protecções!... E, de resto, dava muito mais trabalho esconder a falta do que ir aos actos religiosos, embora no adro sempre se conseguissem mirar as pernas de algumas miúdas e, a meio do sermão, já se podia ir dar dois chutos numa bola de trapos, jogar ao pião, ao esconde-esconde ou ao esconde-lencinho, alturas que os rapazes aproveitavam para uns apalpões mais ousados às catraias. Outros havia que, movidos pela rafa, aproveitavam para saltar no quintal de um qualquer lavrador e apanhar-lhe umas rocas de cerejas, uma abada de peras, maçãs, laranjas, castanhas, uvas ou pêssegos, o que houvesse, consoante a época. E havia, até, os que aproveitavam para ir nadar no rio ou, até, pescar. Nós, os que íamos à missinha, não éramos melhores, embora o parecessemos, e quase sempre passávamos o tempo da reza em traquinices, mesmo correndo o risco de levar um bofetão ou um valente puxão de orelhas que o sacristão ou um ou outro mais “beato” estava sempre pronto a distribuir!...
Podia, até, contar aqui aquela história que me valeu uma valente lambada do sacristão. Ora, dentro da porta do lado da “Botica”, por onde ninguém entrava e que dava directamente para o lado do harmónio, quase por debaixo do púlpito, ficavam colocados em cima de um escabelo corrido os “aparelhómetros” da instalação sonora que se utilizava para abrilhantar as festas. Tais aparelhos, diga-se em abono da verdade, eram bastante rudimentares, e qualquer mau contacto produzia áspera, irritante e “intragável” chiadeira. Foi o que aconteceu naquela festa. Ora, o senhor Augusto
Ferreira, mais conhecido pelo senhor Augusto “cuco” e que era o responsável por tal instalação e me conhecia bem, sendo até o meu chefe na alcateia dos lobitos, pescou-me para eu segurar um terminal qualquer, que era uma espécie de banana que tinha folga no encaixe, o que logo fiz todo vaidoso. O pior foi que, na ausência dele, o sacristão – vindo de arrecadar as moedas do ofertório, - me topou naqueles assados e, sem dizer água-vai, “amanda-me” no cachaço um sopapo de se lhe tirar o chapéu. Creio que todos os “músicos” da orquestra do senhor “Barandão” deram por isso apesar de eu, “bem educadinho da silva”, ter reprimido o grito e a choradeira assomadiça. Mas logo o Augusto cuco, de boa memória, chamou o senhor António à ordem, explicando-lhe o que se passava. E o senhor António, que era o sacristão – sempre o conheci como tal -, a quem davam a alcunha de “rilha”, vá lá saber-se porquê, e que era muito boa pessoa, logo ali me afagou o cabelo num “acto penitencial”, que completou com uma moedita de tostão. Desconheço se teria saído da algibeira própria ou da saca das esmolas mas sei que, mal terminadas as cerimónias, deu para comprar à “Se’maria Carvalha” um cartucho de tremoços.
Naquele tempo era assim, porque estávamos a emergir da segunda guerra mundial e a penúria era mais que muita. É tempo a que hoje, infelizmente, estamos a regressar. Não que já haja o racionamento daquela altura, sequer se adivinhe, mas o dinheiro é que não chega ou está mal distribuído, e todos temos consciência de que a devoção cresce conforme a precisão. É por isso, até, que já vai mais gente à missa, naturalmente no intuito de melhor estar com a sua consciência, ou na mira de ocupar o tempo, mas, também, para ser vista pela sociedade, sendo certo que estão a aumentar também as vocações religiosas. Algumas delas por verdadeira vocação, outras apenas por “bocação”!...


«« extracto dum dos escrito do Snr. Amancio Gonçalves,
ver o seu blog " http://www.amanciogoncalves.blogspot.com/ »»

sábado, 28 de Novembro de 2009

perdido...

reencontrei-me entre os livros e as pautas

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Desafio ...

Afinal o que é música ?
Deixe a sua definição.
***
Musica é:
Melodia da alma, sons e tons
que nos conseguem tocar com magia!
escreveu
Nenúfer cor-de-rosa

sábado, 12 de Setembro de 2009

grito


Há muito que não dedico atenção à " TOCA ".
Tenho andado muito atarefado, porém com obra feita.
Mas hoje sinto-me inspirado
e com energia suficiente para gritar bem alto...

Vale a pena Viver !

quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

Boas Férias !

Mais uns dias de férias ...
Cheiros de meresias, reboliço do mar
e as dunas para apreciar.
Vamos lá então fazer esse grande esforço.
Suruka

Arreda! Arreda!


O irmão do rei D. Carlos, D.Afonso, conduzia o seu Fiat pelas ruas de Lisboa aos berros, para que os incautos, ainda não habituados à velocidade estonteante dos automóveis, se afastassem. Haviam então, em todo o país, meia centena de automóveis. A alcunha colou ao carro e ao dono.
Ano 1905

terça-feira, 30 de Junho de 2009

idolos do Ecran








Já me diverti imenso com estas duas figuras.
A Pipi, no tempo de infancia.
O senhor Bin, bem mais recente.
Suruka

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

deixa cá ver...

« Grandes realizações são possíveis quando
se dá importância aos pequenos começos. »

De: Lao-Tsé

sábado, 23 de Maio de 2009

reflectindo...

« Os homem de bem exige tudo de si próprio;
o homem medíocre espera tudo dos outros. »

De: Confúcio

sábado, 16 de Maio de 2009

Crises ?


A crise que estamos a viver
não deve ser tão importante como parece.
Já repararam nos anúncios que, com imensa facilidade,
nos convidam a gastar e a consumir?
« Vive o momento », « De que é que estás á espera? »,
« Faz o que sentes »...

E que dizer da publicidade dos simpáticos cartões,
esse dinheiro de plástico tão amigo,
que vive connosco e nos convida a um consumo
sem limites e sem responsabilidades?

Tudo fácil, tudo barato e a custar uns milhões
que mais tarde terão que ser pagos.

Escreveu: José Vicente Ferreira
Revista Dirigir

sábado, 2 de Maio de 2009

Mãe

beijo

segunda-feira, 6 de Abril de 2009

Passagem


Enche os teus olhos de brilho...
Teus lábios de sorrisos...
Teu coração de ternura...
sorri... sonha... onde andas sonhador(a)?
Boa Páscoa!!!
Suruka

terça-feira, 31 de Março de 2009

reflectindo


Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmoquarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. A sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias... E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava,passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela. O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a actividade e cor do mundo do lado de fora da janela. A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte. Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas. Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia apassar: Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram. Uma manhã,a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo. Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto. Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo! O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas dar-lhe coragem... Moral da História: Há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.