Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
desafio
A Betty Martins,
muito simpáticamente deixou este poema
de Vasco Graça Moura
respondendo ao desafio que coloquei há uns meses atrás, afinal o que é a música?
"o suporte da música pode ser a relação
entre um homem e uma mulher, a pauta
dos seus gestos tocando-se, ou dos seus
olhares encontrando-se, ou das suas
vogais adivinhando-se abertas e recíprocas,
ou dos seus obscuros sinais de entendimento,
crescendo como trepadeiras entre eles.
o suporte da música pode ser uma apetência
dos seus ouvidos e do olfacto, de tudo o que se
ramifica entre os timbres, os perfumes,
mas é também um ritmo interior, uma parcela
do cosmos, e eles sabem-no, perpassando
por uns frágeis momentos, concentrado
num ponto minúsculo, intensamente luminoso,
que a música, desvendando-se, desdobra,
entre conhecimento e cúmplice harmonia".
muito simpáticamente deixou este poema
de Vasco Graça Moura
respondendo ao desafio que coloquei há uns meses atrás, afinal o que é a música?
"o suporte da música pode ser a relação
entre um homem e uma mulher, a pauta
dos seus gestos tocando-se, ou dos seus
olhares encontrando-se, ou das suas
vogais adivinhando-se abertas e recíprocas,
ou dos seus obscuros sinais de entendimento,
crescendo como trepadeiras entre eles.
o suporte da música pode ser uma apetência
dos seus ouvidos e do olfacto, de tudo o que se
ramifica entre os timbres, os perfumes,
mas é também um ritmo interior, uma parcela
do cosmos, e eles sabem-no, perpassando
por uns frágeis momentos, concentrado
num ponto minúsculo, intensamente luminoso,
que a música, desvendando-se, desdobra,
entre conhecimento e cúmplice harmonia".
Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010
Para 2010
Para 2010 a minha resolução é: SER FELIZ!Desejo-te Tempo!
Não te desejo um presente qualquer,
Desejo-te somente aquilo que a maioria não tem.
Tempo, para te divertires e para sorrires;
Tempo para que os obstáculos sejam sempre superados
E muitos sucessos comemorados.
Desejo-te tempo, para planeares e realizares,
Não só para ti mesmo, mas também para doá-lo aos outros.
Desejo-te tempo, não para teres pressa e correr,
Mas tempo para te encontrares a ti mesmo,
Desejo-te tempo, não só para passar ou para vê-lo no relógio,
Desejo-te tempo, para que fiques;
Tempo para te encantares e tempo para confiares em alguém.
Desejo-te tempo para tocares as estrelas,
E tempo para cresceres, para amadureceres.
Desejo-te tempo para aprenderes e acertares,
Tempo para recomeçares, se fracassares.
Desejo-te tempo também para poderes voltar atrás e perdoar.
Para teres novas esperanças e para amar.
Não faz mais sentido protelar.
Desejo-te tempo para seres feliz.
Para viveres cada dia, cada hora como um presente.
Desejo-te tempo, tempo para a vida.
Desejo-te tempo. Tempo. Muito tempo
(Autoria desconhecida)
Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009
amancio escreveu
Recordo-me que, nos meus tempos de menino e moço se considerava que domingo sem missa, era como ir a Roma e não ver o Papa. Não que não existissem, já então, uns “gandulotes” que se deixavam ficar pelo adro da igreja, mas isso é outra história. Tinham um trabalho danado para camuflar a “gazeta às missas”, pois em casa tinham que dizer alguma coisa àcerca da homilia e de como eram os paramentos do padre. E, ai daqueles que não soubessem!... Os pais não iam em cantigas do tipo “chora, antes que elas te mordam a sério”, e muitos deles não hesitavam em puxar pelo cinto que, muitas vezes, era grosso cinturão. E se o “crianço” recalcitrava amiudadas vezes, então era a fivela do dito cujo que entrava em acção.
Dir-me-ão os mais “puristas” que era um abuso paternal, e não deixarei de lhes conceder. Mas é preciso não esquecer que, na época de 1940/1950, de que estamos a falar, a revolução industrial era, ainda, incipiente e dava em Portugal os primeiros passos. Os empregos eram, assim, escassíssimos. Se não houvesse uma boa “cunha” do prior da freguesia, não havia forma de se conseguir “entrar” para a fábrica. Só dava “trolha”, pedreiro ou “jornaleiro”, tudo trabalhos saudáveis porque “ao ar livre”, mas duros e sujos, além de se exercerem em “part-time” ao sabor dos elementos da natureza, e muitíssimo mais mal pagos que o emprego fabril, este abrigadinho das chuvas, ventos e neves, com direito a segurança social, férias e tudo. Ora, estão os meus amigos a ver, que cachopo ou cachopa que não fosse à missa e ao terço, ou não frequentasse a dominical catequese, não podia arrogar-se tais protecções!... E, de resto, dava muito mais trabalho esconder a falta do que ir aos actos religiosos, embora no adro sempre se conseguissem mirar as pernas de algumas miúdas e, a meio do sermão, já se podia ir dar dois chutos numa bola de trapos, jogar ao pião, ao esconde-esconde ou ao esconde-lencinho, alturas que os rapazes aproveitavam para uns apalpões mais ousados às catraias. Outros havia que, movidos pela rafa, aproveitavam para saltar no quintal de um qualquer lavrador e apanhar-lhe umas rocas de cerejas, uma abada de peras, maçãs, laranjas, castanhas, uvas ou pêssegos, o que houvesse, consoante a época. E havia, até, os que aproveitavam para ir nadar no rio ou, até, pescar. Nós, os que íamos à missinha, não éramos melhores, embora o parecessemos, e quase sempre passávamos o tempo da reza em traquinices, mesmo correndo o risco de levar um bofetão ou um valente puxão de orelhas que o sacristão ou um ou outro mais “beato” estava sempre pronto a distribuir!...
Podia, até, contar aqui aquela história que me valeu uma valente lambada do sacristão. Ora, dentro da porta do lado da “Botica”, por onde ninguém entrava e que dava directamente para o lado do harmónio, quase por debaixo do púlpito, ficavam colocados em cima de um escabelo corrido os “aparelhómetros” da instalação sonora que se utilizava para abrilhantar as festas. Tais aparelhos, diga-se em abono da verdade, eram bastante rudimentares, e qualquer mau contacto produzia áspera, irritante e “intragável” chiadeira. Foi o que aconteceu naquela festa. Ora, o senhor Augusto
Ferreira, mais conhecido pelo senhor Augusto “cuco” e que era o responsável por tal instalação e me conhecia bem, sendo até o meu chefe na alcateia dos lobitos, pescou-me para eu segurar um terminal qualquer, que era uma espécie de banana que tinha folga no encaixe, o que logo fiz todo vaidoso. O pior foi que, na ausência dele, o sacristão – vindo de arrecadar as moedas do ofertório, - me topou naqueles assados e, sem dizer água-vai, “amanda-me” no cachaço um sopapo de se lhe tirar o chapéu. Creio que todos os “músicos” da orquestra do senhor “Barandão” deram por isso apesar de eu, “bem educadinho da silva”, ter reprimido o grito e a choradeira assomadiça. Mas logo o Augusto cuco, de boa memória, chamou o senhor António à ordem, explicando-lhe o que se passava. E o senhor António, que era o sacristão – sempre o conheci como tal -, a quem davam a alcunha de “rilha”, vá lá saber-se porquê, e que era muito boa pessoa, logo ali me afagou o cabelo num “acto penitencial”, que completou com uma moedita de tostão. Desconheço se teria saído da algibeira própria ou da saca das esmolas mas sei que, mal terminadas as cerimónias, deu para comprar à “Se’maria Carvalha” um cartucho de tremoços.
Naquele tempo era assim, porque estávamos a emergir da segunda guerra mundial e a penúria era mais que muita. É tempo a que hoje, infelizmente, estamos a regressar. Não que já haja o racionamento daquela altura, sequer se adivinhe, mas o dinheiro é que não chega ou está mal distribuído, e todos temos consciência de que a devoção cresce conforme a precisão. É por isso, até, que já vai mais gente à missa, naturalmente no intuito de melhor estar com a sua consciência, ou na mira de ocupar o tempo, mas, também, para ser vista pela sociedade, sendo certo que estão a aumentar também as vocações religiosas. Algumas delas por verdadeira vocação, outras apenas por “bocação”!...
«« extracto dum dos escrito do Snr. Amancio Gonçalves,
ver o seu blog " http://www.amanciogoncalves.blogspot.com/ »»
Dir-me-ão os mais “puristas” que era um abuso paternal, e não deixarei de lhes conceder. Mas é preciso não esquecer que, na época de 1940/1950, de que estamos a falar, a revolução industrial era, ainda, incipiente e dava em Portugal os primeiros passos. Os empregos eram, assim, escassíssimos. Se não houvesse uma boa “cunha” do prior da freguesia, não havia forma de se conseguir “entrar” para a fábrica. Só dava “trolha”, pedreiro ou “jornaleiro”, tudo trabalhos saudáveis porque “ao ar livre”, mas duros e sujos, além de se exercerem em “part-time” ao sabor dos elementos da natureza, e muitíssimo mais mal pagos que o emprego fabril, este abrigadinho das chuvas, ventos e neves, com direito a segurança social, férias e tudo. Ora, estão os meus amigos a ver, que cachopo ou cachopa que não fosse à missa e ao terço, ou não frequentasse a dominical catequese, não podia arrogar-se tais protecções!... E, de resto, dava muito mais trabalho esconder a falta do que ir aos actos religiosos, embora no adro sempre se conseguissem mirar as pernas de algumas miúdas e, a meio do sermão, já se podia ir dar dois chutos numa bola de trapos, jogar ao pião, ao esconde-esconde ou ao esconde-lencinho, alturas que os rapazes aproveitavam para uns apalpões mais ousados às catraias. Outros havia que, movidos pela rafa, aproveitavam para saltar no quintal de um qualquer lavrador e apanhar-lhe umas rocas de cerejas, uma abada de peras, maçãs, laranjas, castanhas, uvas ou pêssegos, o que houvesse, consoante a época. E havia, até, os que aproveitavam para ir nadar no rio ou, até, pescar. Nós, os que íamos à missinha, não éramos melhores, embora o parecessemos, e quase sempre passávamos o tempo da reza em traquinices, mesmo correndo o risco de levar um bofetão ou um valente puxão de orelhas que o sacristão ou um ou outro mais “beato” estava sempre pronto a distribuir!...
Podia, até, contar aqui aquela história que me valeu uma valente lambada do sacristão. Ora, dentro da porta do lado da “Botica”, por onde ninguém entrava e que dava directamente para o lado do harmónio, quase por debaixo do púlpito, ficavam colocados em cima de um escabelo corrido os “aparelhómetros” da instalação sonora que se utilizava para abrilhantar as festas. Tais aparelhos, diga-se em abono da verdade, eram bastante rudimentares, e qualquer mau contacto produzia áspera, irritante e “intragável” chiadeira. Foi o que aconteceu naquela festa. Ora, o senhor Augusto
Ferreira, mais conhecido pelo senhor Augusto “cuco” e que era o responsável por tal instalação e me conhecia bem, sendo até o meu chefe na alcateia dos lobitos, pescou-me para eu segurar um terminal qualquer, que era uma espécie de banana que tinha folga no encaixe, o que logo fiz todo vaidoso. O pior foi que, na ausência dele, o sacristão – vindo de arrecadar as moedas do ofertório, - me topou naqueles assados e, sem dizer água-vai, “amanda-me” no cachaço um sopapo de se lhe tirar o chapéu. Creio que todos os “músicos” da orquestra do senhor “Barandão” deram por isso apesar de eu, “bem educadinho da silva”, ter reprimido o grito e a choradeira assomadiça. Mas logo o Augusto cuco, de boa memória, chamou o senhor António à ordem, explicando-lhe o que se passava. E o senhor António, que era o sacristão – sempre o conheci como tal -, a quem davam a alcunha de “rilha”, vá lá saber-se porquê, e que era muito boa pessoa, logo ali me afagou o cabelo num “acto penitencial”, que completou com uma moedita de tostão. Desconheço se teria saído da algibeira própria ou da saca das esmolas mas sei que, mal terminadas as cerimónias, deu para comprar à “Se’maria Carvalha” um cartucho de tremoços.
Naquele tempo era assim, porque estávamos a emergir da segunda guerra mundial e a penúria era mais que muita. É tempo a que hoje, infelizmente, estamos a regressar. Não que já haja o racionamento daquela altura, sequer se adivinhe, mas o dinheiro é que não chega ou está mal distribuído, e todos temos consciência de que a devoção cresce conforme a precisão. É por isso, até, que já vai mais gente à missa, naturalmente no intuito de melhor estar com a sua consciência, ou na mira de ocupar o tempo, mas, também, para ser vista pela sociedade, sendo certo que estão a aumentar também as vocações religiosas. Algumas delas por verdadeira vocação, outras apenas por “bocação”!...
«« extracto dum dos escrito do Snr. Amancio Gonçalves,
ver o seu blog " http://www.amanciogoncalves.blogspot.com/ »»
Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009
Boas Férias !
Cheiros de meresias, reboliço do mar
e as dunas para apreciar.
Vamos lá então fazer esse grande esforço.
Suruka
Sábado, 28 de Fevereiro de 2009
o meu amigo está preso

Ele ignorou a lei...
Se calhar não foi correcto nos negócios
Se calhar falhou na condução, bebeu
Se calhar fugiu aos importos
Se calhar maltratou alguem
Se calhar caiu na tentação e roubou
Se calhar num acto de desespero matou
Mas de certeza, continua a ter-me como amigo!
Suruka
Domingo, 15 de Fevereiro de 2009
o meu rio está doente

O meu rio corre poluido!
O Rio Ave, nasce na Serra da Cabreira
(Vieira do Minho), percorre cerca de 94 Kms.
Passa pela Terra onde nasci e habito
e desagua em Vila do Conde.
Atenção senhores dos aviários, tinturarias
e outros agentes poluentes,
Vocês são criminosos!
Suruka
Domingo, 2 de Novembro de 2008
pedro barroso

Voz potente...
excelente em graves e agudos.
Grande comunicador em palco.
Poeta, criador de palavras ternas, universais e terrenas.
Para mim um dos melhores trovadores de sempre.
Uma vida de música e palavras.
"" Viva quem canta
que quem cante é quem diz,
quem diz o que vai no peito
no peito vai-me um País."
Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
Carlos Paredes
Exímio tocador de guitarra Portuguesa.
Diz quem o conheceu,
era um homem simples,
humilde e quase ingénuo.
Digo eu, um verdadeiro génio.
Já escutei mais de mil vezes
e asseguro-vos, arrepio-me
sempre que de novo escuto " verdes anos ".
Suruka
Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
a guitarra portuguesa
pertence à família de cordofones conhecida por cistres.Tem seis cordas duplas de aço esticadas sobre um cavalete móvel de osso. Embora normalmente associada com o Fado, existem compositores e executantes que vêem a guitarra portuguesa como um verdadeiro instrumento solista.
Há dois tipos fundamentais de guitarra portuguesa: um de Lisboa, o outro de Coimbra. As suas diferenças incluem o tamanho do corpo e escala, e também a tonalidade. A afinação mais comum da guitarra de Lisboa, também conhecida por banza, é do grave para o agudo - dD, aA, bB, ee, bb, aa, sendo os pares mais graves afinados em oitavas.
O instrumento de Coimbra usa a mesma afinação
mas um tom abaixo.
Suruka ( e as nossas raizes culturais )
Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
violino
( mi, la, re, sol ), do naipe das cordas friccionadas.
Tem um timbre, brilhante e estridente,
mas dependentemente do encordoamento utilizado
pode-se produzir timbres mais aveludados e mornos.
O som geralmente é produzido pela acção de
friccionar a crina de um arco de madeira sobre as cordas.
Esticada na parte inferior do arco está a crina,
que é feita de vários fios de crina de cavalo
ou material sintético.
Antes de tocar o violinista passa sobre a crina uma
resina chamada de Breu, que tem o efeito de produzir
o atrito entre os fios da crina e as cordas gerando o som.
Para mim o som do violino é dos mais belos e românticos.
Depois de partilhar convosco este texto,
quero dizer-vos que recentemente aprendi um termo
novo para mim " retesar ", ao ler no blog da " op. louca "
a seguinte frase :
- Ele decide então afinar o violino girando as cravelhas
para trás e para a frente a fim de retesar ou afrouxar as suas cordas...
Pois bem, esta acção de " afinar " é familiar ao suruka,
faço-a diariamente num outro instrumento
da família das cordas.
Vejam quanta ignorancia,
eu desconhecia o termo retesar
que significa esticar ou seja ( subir de tom ).
Estou sempre a aprender.
Que bom !...
Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
quem quer quentes e boas ? quentinhas
UM CARRO QUE SE EMPURRA
UM CHAPÉU ESBURACADO
NO PEITO
UMA CASTANHA QUE NÃO ARDE
TEM A CHUVA NOS OLHOS
E TEM O AR CANSADO
O HOMEM QUE APREGOA
AO FIM DA TARDE
AO PÉ DUM CANDEEIRO
ACABA O DIA
VOZ ROUCA
COM O TRAVO DA POBREZA
APREGOA PEDAÇOS DE ALEGRIA
E Á NOITE
VAI DORMIR COM A TRISTEZA
Escreveu: Ary dos Santos
Eu adoro cantar este fado canção !
Domingo, 26 de Agosto de 2007
quando eu morrer ...
quero apenas um simples espelho,
para quem me visita se reveja ali.
disse um tio meu,
seu nome Manuel Fernandes, era poeta.
Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007
marcas na areia
Mais frequente nos últimos dias de férias.
Por norma " eu " paro a reflectir.
Sei que uma onda irá apagar,
mas não sou capaz de calcar.
Viva a paixão viva o Amor !
Suruka
Sexta-feira, 22 de Junho de 2007
castores, engenhosos e persistentes

Este é o nosso lema , aprendi quando com apenas 6 anos ingressei no grande movimento de juventude que é o Escutismo. Pertenci sempre á patrulha Castor.
Para ficarem a conhecer um pouco mais de mim CASTOR, vou falar-vos da minha habitação.
Uma família de castores vive numa toca, uma estrutura feita com ramos de árvores e lama. Aí dentro dispõem de uma câmara seca acima do nível da água, onde descansam e dormem. No Outono, os castores adultos cobrem o exterior da toca com uma camada de lama que congela no inverno, defendendo-se assim dos predadores.
A toca dos castores tem várias entradas submersas. Lá dentro encontram-se a salvo de predadores, lobos e outros, pois estes são incapazes de atravessar as fortes paredes ou de mergulharem até essas entradas. Domingo, 20 de Maio de 2007
cereja minha

cereja linda com caroço
tua cor rubra paixão
corpo rijo, roliço, fresco
em forma de coração
teu sabor amargo e doce
amor de Maio quem trouxe
num sonho de menino moço
cereja minha fresca e doce
vou comer-te até ao caroço
Quinta-feira, 10 de Maio de 2007
o teu toque digital

São lindos os teus dedos,
tão diferentes tão iguais aos que...
tão diferentes tão iguais aos que...
... roçam cordas de guitarras e harpas, donde soam acordes que de tão harmoniosos me deixam inquieto.
... se gastam e desgastam segurando as cordas que sustentam nos barcos as velas e que contrariando os ventos impulsionam os cascos que bailam ao sabor das ondas.
... húmidos e sujos de tinta, seguram canetas e pincéis, que transformam papeis e telas dum branco sujo, em formas com movimento, cor e luz.
... com subtil delicadeza uns, e sem dó nem piedade outros, batem teclados de computadores e pianos, capazes de fazerem vibrar os tímpanos mais preguiçosos.
Mas são únicos os teus dedos, quando tremendo de desejo percorrem os pelos do meu peito e num misto de carnal e divino, me tocam de mansinho a alma.
suruka
Terça-feira, 8 de Maio de 2007
acerca de mim "CASTOR"

Distribuição Geográfica: Encontram-se ao longo da América do Norte até à Europa e a Ásia setentrional.
Habitat: Vivem em rios e lagos onde árvores são abundantes.
Habitat: Vivem em rios e lagos onde árvores são abundantes.
Hábitos: São nocturnos, só ocasionalmente são vistos de dia. Despertam ao entardecer.
Habitação: No lago constróiem suas habitações, feitas de barro e galhos e comunicam por um túnel subaquático.
Características físicas:
Corpo maciço e robusto.
Focinho curto e arredondado
Orelhas reduzidas
Cauda arredondada que lhe serve de leme para nadar
Olhos reduzidos
Olfacto e audição, muito desenvolvidos
Membros curtos mas possantes com 5 dedos
Bons nadadores, podem ficar submersos até 15 minutos
Dentes incisivos, grandes e fortes
Tamanho : Entre 80 e 120 cms.
Peso : Entre 20 a 30 Kgs.
Época de procriação: Formam casais que procriam no Inverno
...garanto-lhes, recentemente fui visto neste rio Minhoto, já construí lá um dique.
Convido-os a que me visitem, venham mergulhar com o suruka
Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
oculta paixão

Na íris dos olhos tem um verde mar
os seios quais dunas para mim
no corpo um barco á vela por atracar
traz cheiros a maresia e alecrim.
Um fruto apetecido de mulher
veneno adocicado quero provar
com ela invento amor, ainda por fazer
e é tanto este ardor para esconder.
Mas ela não sabe nem sonha
que vale tanto para mim
um dia talvez lhe conte tudo
deixe de ser mudo e falo-lhe assim.
Eu sou um vagabundo apaixonado
nem sei porquê escondo esta emoção
viver amargurado num mundo fechado
coitado deste pobre coração
mas não conto a ninguém esta paixão.
Autor/Compositor : Jonel ( CD " vale a pena viver" )
Sábado, 28 de Abril de 2007
Procurei-te junto ao mar...

... Olhei o horizonte mas não vi, não estavas lá. Segui todas as pegadas na areia e nenhuma me levou a ti. O sol queimava tanto, mas faltava o teu calor. Senti uma delicada fragrância a maresia, que não me trouxe o cheiro teu. De repente uma brisa suave tocou-me o rosto, então não tive dúvida, finalmente eras tu em forma de vento a beijar-me.
Suruka
O trovador Portugues

Ele adorava a vida
cantava o mar e o amor
tinha a alma em ferida, como qualquer trovador.
Qual vagabundo de guitarra na mão
Qual vagabundo de guitarra na mão
mas Lusitano de alma e coração
sabia uma historia de amor para contar
tão bela quanto a de Pedro e Inês,
cantava poemas na língua de Camões
nos versos dizia conquistas paixões
cruzou os mares com altivez
o trovador Português
CD " Canções do meu País "
autor e compositor : Jonel
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